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São José, Ilhéus

O ex-deputado federal Roberto Jefferson deixou o Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, neste domingo, 11 de maio de 2025, para iniciar o cumprimento de prisão domiciliar em sua residência no município de Comendador Levy Gasparian, no interior do estado. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em razões humanitárias.

Decisão do STF considerou estado de saúde debilitado

A defesa de Roberto Jefferson apresentou laudos médicos apontando um agravamento do seu quadro clínico, incluindo crises convulsivas, infecções recorrentes, desnutrição e depressão grave. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, acatou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou a prisão domiciliar a medida mais adequada e proporcional diante das circunstâncias.

A decisão judicial prevê que Jefferson seja monitorado por tornozeleira eletrônica e permaneça em sua residência. Ele poderá sair apenas para compromissos médicos, com autorização judicial, exceto em casos de emergência.

Restrições severas

Além do monitoramento eletrônico, Jefferson está submetido a uma série de restrições:

Proibição de uso de redes sociais;

Proibição de conceder entrevistas ou fazer qualquer tipo de manifestação pública;

Proibição de receber visitas, com exceção de familiares próximos e advogados;

Suspensão do passaporte e proibição de deixar o país.


Essas medidas visam evitar a reincidência em condutas consideradas criminosas, como as que motivaram sua condenação.

Condenação e histórico do caso

Em dezembro de 2024, Roberto Jefferson foi condenado a nove anos de prisão em regime fechado pelos crimes de:

Atentado ao livre exercício dos Poderes;

Calúnia;

Incitação ao crime;

Homofobia.


A sentença teve origem em uma série de episódios em que Jefferson proferiu ofensas e ameaças contra ministros do STF e outras autoridades, além de disseminar informações falsas e discursos de ódio por meio de vídeos e redes sociais.

Em outubro de 2022, o ex-deputado protagonizou um dos momentos mais tensos do período eleitoral ao resistir à prisão e atirar contra agentes da Polícia Federal, episódio que agravou sua situação judicial.

Cumprimento em casa, mas com vigilância constante

Agora em prisão domiciliar, Jefferson continua sob a custódia da Justiça e será vigiado de perto pelas autoridades. Qualquer violação das condições impostas pelo STF poderá resultar em seu retorno ao sistema prisional.

A situação do ex-deputado continua a gerar repercussões políticas e jurídicas, sendo acompanhada de perto por setores da sociedade e da imprensa.




Fonte: Supremo Tribunal Federal, Estadão, UOL, Valor Econômico
Data: 11 de maio de 2025

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