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São José, Ilhéus

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A União Municipal dos e das Estudantes de Ilhéus (UMES) divulgou uma nota pública nesta semana acusando o Núcleo Territorial de Educação (NTE-05) e o grupo político da pré-candidata a deputada federal Adélia Pinheiro de promoverem perseguição política contra a entidade estudantil e suas iniciativas voltadas à educação.

Segundo a UMES, dificuldades enfrentadas para a realização do CPOP UMES – Turma Everaldo Anunciação não seriam apenas questões administrativas, mas fariam parte de um processo de retaliação política que, de acordo com a entidade, ocorre há mais de dois anos.

Na nota, a UMES afirma que a perseguição teria se intensificado após a entidade denunciar supostos casos de aliciamento de menores que, segundo a organização, teriam ocorrido em instituições governamentais. Desde então, a entidade alega sofrer tentativas de isolamento político, silenciamento e obstáculos para desenvolver suas atividades.

A organização também questiona o fato de outros cursos oriundos do mesmo edital estarem sendo realizados em escolas da rede estadual em Ilhéus e em outras cidades da região, enquanto o CPOP UMES teria enfrentado sucessivas negativas para utilização desses espaços.

Outro ponto destacado pela nota é a crítica ao grupo político ligado à ex-secretária estadual de Educação e pré-candidata a deputada federal Adélia Pinheiro. A UMES afirma que iniciativas ligadas a grupos próximos à pré-candidatura teriam recebido apoio e acesso facilitado a espaços públicos, enquanto projetos da entidade estudantil estariam sendo barrados.

A entidade também reforça que atua de forma independente e sem vinculação partidária, afirmando que faz críticas tanto a governos municipais quanto estaduais quando considera necessário. Segundo a nota, a UMES continuará defendendo os interesses dos estudantes e da educação pública, independentemente de grupos políticos ou estruturas de poder.

O CPOP UMES – Turma Everaldo Anunciação é um cursinho popular vinculado a um programa do Governo Federal, voltado à preparação de estudantes da rede pública para o ENEM e vestibulares, além da formação cidadã da juventude.

Até o momento da divulgação desta matéria, o NTE-05 e a pré-candidata Adélia Pinheiro não haviam se manifestado sobre as acusações apresentadas pela UMES.

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