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São José, Ilhéus

A eleição para composição do novo Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus (CMC) foi realizada nos dias 18, 19 e 20 de junho de 2026, mobilizando agentes culturais de diversos segmentos da sociedade ilheense para a escolha de seus representantes no colegiado responsável pela formulação, acompanhamento e fiscalização das políticas públicas de cultura do município.

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Entre os conselheiros eleitos, destaca-se o nome de Frei Leão de Jesus, nome religioso do Reverendo Padre Luciano Campelo, eleito representante do segmento do Patrimônio Cultural.

Sacerdote cristão anglicano, franciscano, agente cultural e defensor dos direitos culturais, Frei Leão ganhou notoriedade durante o processo eleitoral por sua atuação em defesa da participação democrática dos agentes culturais. Desde o início do processo, ele denunciou publicamente diversas irregularidades e restrições que poderiam dificultar o acesso de artistas, mestres da cultura popular, indígenas, quilombolas, artesãos e demais trabalhadores da cultura ao direito de votar e participar da eleição.

Diante das dificuldades enfrentadas por diversos agentes culturais para realizarem seus cadastros, Frei Leão chegou a ajuizar um Mandado de Segurança perante o Poder Judiciário, obtendo decisão liminar favorável que determinou a remoção de exigências consideradas excessivamente burocráticas e excludentes, ampliando o acesso ao processo eleitoral e fortalecendo a participação democrática no Conselho Municipal de Cultura.

Segundo Frei Leão, sua atuação jamais teve como objetivo impedir a realização da eleição, mas sim garantir que ela ocorresse com respeito aos princípios da legalidade, da transparência, da inclusão e da democracia cultural.

Agora eleito para o Conselho Municipal de Cultura, o religioso afirma que pretende contribuir para a construção de políticas públicas voltadas à preservação, valorização e difusão do patrimônio cultural material e imaterial de Ilhéus.

Entre os temas que deverão receber atenção especial de seu mandato estão a preservação de importantes bens históricos e culturais do município, como a Capela de Nossa Senhora Sant’Ana do Rio do Engenho, um dos mais antigos templos religiosos do Brasil; o prédio da antiga Escola General Osório; a histórica Igreja e Museu de São Jorge; a Casa de Jorge Amado; além da valorização das comunidades indígenas, dos quilombos, das manifestações da cultura popular, dos saberes tradicionais e de outros importantes elementos que compõem a identidade cultural ilheense.

Frei Leão também defende a ampliação do debate público sobre políticas de preservação patrimonial, educação patrimonial, turismo cultural e captação de recursos para restauração e conservação dos bens culturais do município.

“Ilhéus possui um dos mais ricos patrimônios históricos e culturais da Bahia. Preservar nossa memória é preservar nossa identidade. Precisamos fortalecer o diálogo entre poder público, agentes culturais e sociedade civil para garantir que esse patrimônio seja protegido e transmitido às futuras gerações”, afirmou o conselheiro eleito.

A nova composição do Conselho Municipal de Cultura terá papel estratégico na discussão das políticas culturais do município nos próximos anos, especialmente diante dos desafios relacionados à preservação do patrimônio histórico, ao fortalecimento da cultura popular e à ampliação do acesso às políticas públicas culturais.

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