O primeiro debate presidencial realizado pela TV Bandeirantes já começou cercado de polêmica. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não compareceram ao encontro, abrindo espaço para que os adversários fizessem críticas e ataques sem que os ausentes estivessem presentes para responder.

E esse é justamente um dos pontos que merecem reflexão.
Independentemente de preferência política, um candidato à Presidência da República precisa estar disposto a apresentar suas propostas, responder perguntas e, principalmente, se defender quando for questionado ou criticado.
A ausência também produz um efeito inevitável: deixa o eleitor sem a possibilidade de ouvir diretamente aquele candidato sobre as acusações feitas durante o debate.
Por outro lado, entre os presentes, Augusto Cury chamou atenção por seus posicionamentos e pela forma como apresentou suas ideias. Já Renan aproveitou o espaço para fazer aquilo que sabe fazer muito bem: alfinetar os adversários.
Mas debate presidencial não deveria ser apenas um palco de provocações.
O Brasil precisa conhecer propostas para educação, segurança, saúde, infraestrutura, economia e desenvolvimento. O eleitor precisa ter condições de comparar projetos e decidir, de forma consciente, quem merece seu voto.
No São José Notícias, entendemos que o debate é, antes de tudo, um direito do eleitor.
Se o cidadão tem a obrigação de votar, pagar impostos e cumprir seus deveres, também merece que aqueles que querem governar o país tenham o compromisso de comparecer, apresentar propostas e responder às perguntas que realmente importam.
Qual é o medo?
Porque fugir de perguntas difíceis pode até ser uma estratégia eleitoral. Mas, no fim das contas, quem precisa decidir é o eleitor — e ele merece ouvir todos os lados.
Editorial Danilo Dias
São José Notícias
