Na política, querer chegar primeiro nem sempre significa chegar certo.

Nos últimos dias, o vice-prefeito de Itapitanga, Joel Fernando, apresentou nas redes sociais um documento de 2024 relacionado a uma solicitação de asfaltamento.
A questão é simples: esse documento corresponde realmente à obra que está sendo executada agora?
O material apresentado remete a outro período administrativo e levanta dúvidas sobre diferenças de projeto, trecho e planejamento.
Quais ruas estavam previstas em 2024? Qual era a extensão? Qual o valor? Existe convênio, ordem de serviço ou outro documento que ligue diretamente aquela solicitação à obra atual?
Sem essa comprovação, um pedido antigo não é suficiente para determinar a origem do asfaltamento executado hoje.
E há outro detalhe: Joel é vice-prefeito da atual gestão. Por isso, chama atenção a tentativa de se antecipar publicamente para reivindicar protagonismo sobre uma obra realizada pelo próprio governo do qual ele faz parte.
Foi uma gafe?
Falta de entendimento sobre os projetos?
Ou pressa para dizer: “eu pedi primeiro”?
Ninguém pode dizer que o vice está parado.
O homem não para.
Mas, nessa corrida por visibilidade, é preciso cuidado para não tropeçar nos próprios documentos.
Porque obra pública não precisa de padrinho.
Precisa de projeto, recurso, execução e transparência.
E a pergunta continua:
o documento de 2024 é realmente o mesmo projeto do asfaltamento atual ou estamos diante de obras diferentes apresentadas como se fossem uma só?