Tratamentos contemplam pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão e linfomas, entre outros. Ministério da Saúde prevê ampliar em 35% as alternativas terapêuticas na rede pública.

O Ministério da Saúde começa a ofertar, nesta semana, nove novos medicamentos para o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa amplia as opções terapêuticas para pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão e linfomas, entre outros tipos da doença.
De acordo com a pasta, a expectativa é disponibilizar 23 novos medicamentos oncológicos até o final de 2026, ampliando em 35% as alternativas de tratamento na rede pública de saúde.
A medida é apresentada pelo governo federal como a maior ampliação tecnológica já realizada para o cuidado oncológico no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca garantir o acesso aos medicamentos e atender à demanda pelos produtos contemplados.
Medicamentos aguardados há anos
Parte dos tratamentos agora disponibilizados era aguardada havia mais de dez anos. Embora alguns medicamentos já tivessem sido incorporados ao SUS, a oferta efetiva aos pacientes ainda não havia sido implementada nos serviços de saúde.
A mudança está relacionada ao programa Agora Tem Especialistas, lançado em 2025 pelo Ministério da Saúde com o objetivo de ampliar o acesso a consultas, exames, diagnósticos e tratamentos especializados, incluindo o atendimento oncológico.
Para organizar a distribuição dos medicamentos, o governo instituiu a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), responsável por estabelecer os mecanismos de disponibilização dessas tecnologias à população.
Governo promete ampliar o acesso ao tratamento
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a iniciativa pretende modernizar o atendimento oncológico e melhorar as condições de assistência aos pacientes em todo o país.
“Estamos ampliando e qualificando a rede de câncer em todo o país com o que tem de mais moderno e avançado”, declarou o ministro.
Segundo Padilha, a estratégia também prevê ampliar o acesso a exames, melhorar a precisão dos diagnósticos e garantir tratamentos adequados no momento oportuno, além de fortalecer a estrutura dos serviços e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.
A ampliação da oferta de medicamentos representa um avanço para pacientes que dependem exclusivamente da rede pública. A efetividade da medida, porém, dependerá da disponibilidade dos tratamentos nos serviços responsáveis pelo atendimento e da capacidade de garantir que os medicamentos cheguem a quem precisa.