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São José, Ilhéus

Às vésperas de competição em Itabuna, direção reconhece transporte cedido pelo poder público, mas cobra apoio à manutenção do projeto.

A Banda Marcial Jorge Amado levará o nome de Ilhéus ao Campeonato Sul-Baiano de Bandas Marciais neste sábado, 10 de outubro, em Itabuna.

Por trás da apresentação, entretanto, está uma realidade que merece atenção: segundo a direção, o grupo reúne mais de 70 alunos e depende de materiais e uniformes emprestados, enquanto a maior parte dos custos é bancada pelo maestro, pelos diretores e pelos próprios estudantes.

Para o deslocamento, foram disponibilizadas duas vans pela Prefeitura e uma pela Secretaria de Educação. A direção reconhece a importância desse apoio, mas ressalta que o transporte atende apenas a uma parte das necessidades da banda. Manter o projeto exige condições para os ensaios, instrumentos, materiais e uniformes.

O esforço para participar da competição expõe a distância entre representar uma cidade e contar com a estrutura necessária para isso. Enquanto os alunos se dedicam à preparação musical, quem conduz o projeto precisa também encontrar recursos para viabilizar sua continuidade.

Na avaliação da direção, o crescimento da banda torna ainda mais urgente a ampliação do apoio. Um trabalho que hoje reúne mais de 70 alunos não pode depender continuamente da capacidade financeira de quem ensina, organiza e participa.

A cobrança é por um compromisso que vá além de uma apresentação. A cessão das vans é uma contribuição concreta, mas não encerra as dificuldades nem substitui o investimento na manutenção de uma iniciativa cultural e educativa.

Neste sábado, a Jorge Amado entrará na competição levando dedicação, disciplina e o nome de Ilhéus. Fora dela, permanece uma pergunta ao poder público: quais condições serão oferecidas para que esses alunos continuem fazendo música sem precisar custear, com recursos próprios e empréstimos, boa parte dessa caminhada?

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