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São José, Ilhéus

O reencontro do bebê Noah, de 11 meses, com a família, após ser levado em um episódio que mobilizou a polícia e provocou momentos de angústia, foi marcado por lágrimas, alívio e muita emoção. Em entrevista, o pai da criança, Wellington, relatou como enfrentou as horas de desespero e revelou que encontrou na fé a força para acreditar que voltaria a abraçar o filho.

Imagens TV Aratu

Segundo Wellington, antes do ocorrido, a mãe da criança havia recebido uma revelação religiosa de que teria um menino. Ele contou que, desde então, passou a fazer orações pela vida do filho.

“Senhor, o senhor recebe ele no altar. Só o senhor pode tirar ele do altar”, recordou o pai sobre uma de suas orações.

Durante a madrugada, enquanto procurava pelo filho, Wellington disse que chegou a se ajoelhar na estrada e erguer as mãos aos céus, pedindo que não voltasse para casa sem a criança.

“Senhor, eu não aceito voltar com minhas mãos vazias”, relatou.

O pai contou ainda que, durante a madrugada, sentiu em seu coração uma mensagem de fé que o levou a acreditar que teria uma resposta na manhã seguinte. Segundo ele, essa confiança chamou a atenção até da própria esposa, que estranhou sua aparente tranquilidade diante da situação.

A resposta chegou por volta das 6h40, quase 7h da manhã, quando recebeu uma ligação perguntando se ele era o pai do bebê. Durante a conversa, foram solicitadas informações sobre características físicas da criança, incluindo uma pequena marca de nascença nas costas.

Após confirmar a identidade do filho por meio de fotografias, Wellington seguiu para reencontrá-lo.

SUSPEITA DE ALTERAÇÃO NA APARÊNCIA

Durante a entrevista, o pai também relatou que o cabelo claro de Noah teria sido pintado de preto. A informação chamou a atenção diante da possibilidade de uma tentativa de dificultar o reconhecimento da criança.

Wellington informou ainda que o bebê estava sonolento e que seria submetido a exames médicos. A suspeita de que a criança pudesse ter sido dopada foi mencionada durante a entrevista, mas não havia confirmação médica apresentada no depoimento.

“CHOREI IGUAL A UMA CRIANÇA”

Ao receber a notícia de que o filho havia sido encontrado, Wellington não conseguiu conter a emoção.

“Me ligaram: ‘Encontrei seu filhinho’. E chorei igual a criança, irmão”, contou.

O pai também falou sobre a felicidade de ver a esposa novamente com o bebê nos braços, amamentando-o após as horas de angústia.

Para ele, o momento representa algo impossível de medir em palavras.

“Ela está ali agora com meu filhinho em cima dos peitos dela, mamando. Isso é coisa linda de se ver. Não tem preço”, declarou emocionado.

A história de Noah teve um desfecho de alívio para a família, que agora aguarda os procedimentos médicos e os esclarecimentos das autoridades sobre as circunstâncias do caso.

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