ILHÉUS – O que começou como denúncia sobre merenda escolar ganhou contornos de crise política e disputa por poder nos bastidores da Prefeitura. O prefeito Valderico Júnior (União Brasil) protocolou uma queixa-crime contra o vereador Vinícius Alcântara, também do União Brasil, em um processo que já tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus.
A ação acusa o parlamentar de calúnia, injúria e difamação após publicações nas redes sociais em que denuncia supostas irregularidades na compra de alimentos da merenda escolar.
Bastidores expostos: disputa por secretarias
Um dos pontos mais sensíveis revelados no processo envolve articulações políticas após as eleições. Segundo a petição inicial, Vinícius Alcântara teria solicitado ao prefeito o controle de duas secretarias municipais dentro da estrutura da gestão.
O pedido, no entanto, foi negado por Valderico Júnior. Ainda de acordo com o documento, essa negativa teria agravado o desgaste entre os dois e marcado o início do rompimento político, que agora desemboca na esfera judicial.
O estopim: denúncias sobre a merenda
A crise se intensificou após vídeos publicados pelo vereador que ganharam grande repercussão nas redes sociais. Nas gravações, Alcântara aponta um suposto superfaturamento em itens da merenda escolar, como biscoito de maisena, alegando que os valores pagos estariam acima do praticado no mercado.
A defesa do prefeito rebate as acusações e sustenta que houve distorção dos fatos:
Comparação inadequada de preços: os advogados afirmam que o vereador comparou valores atuais com um contrato firmado em fevereiro de 2025, desconsiderando o cenário econômico da época. Erro na forma de cálculo: a licitação teria sido feita por preço global e por quilograma, e não por unidade, o que mudaria completamente a análise dos valores. Economia ignorada: a prefeitura alega que diversos itens foram adquiridos abaixo do preço de mercado, garantindo vantagem no conjunto do contrato.
Disputa vai parar na Justiça
A ação também tenta afastar a imunidade parlamentar do vereador. A defesa argumenta que as declarações foram feitas em perfil pessoal, fora do exercício direto do mandato, caracterizando abuso no uso das redes sociais.
O documento chega a classificar a conduta como “ragebait”, estratégia que visa gerar revolta e engajamento por meio de informações distorcidas.
Além do pedido de responsabilização criminal, o prefeito também busca reparação por danos à sua honra e reputação.
Racha no União Brasil
O caso escancara um racha dentro do próprio União Brasil em Ilhéus. Mesmo sendo o vereador mais votado, Vinícius Alcântara passou a se posicionar como um dos principais críticos da atual gestão.
Agora, com o embate judicial em curso, a crise política deixa o campo das redes sociais e do plenário da Câmara para ganhar os corredores do Judiciário.
Até o momento, o vereador não se manifestou oficialmente sobre a queixa-crime.
Processo nº 8003669-81.2026.8.05.0103
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